
Imortais são os que vivem nos nossos pensamentos, aqueles que nos tocaram à sua passagem.
Foi Pai, Marido, Professor, Director de um jornal Regional, membro da Junta de Freguesia, Director de um Grupo de Teatro, tudo isto e muito mais ao mesmo tempo.
Respeitado por todos, do mais simples pescador ao mais emproado doutor.
Devorava livros, gostava de fazer perguntas de história, de escrever, de comboios, de caminhar com as mãos atrás das costas.
Não ligava ao dinheiro, aos carros, ao futebol e religião.
Passados oito anos da sua morte, ainda hoje sou muitas vezes apresentado como o genro do Professor A.
Recordo muitos momentos, a primeira viagem no Austin Metro (só assim podiamos ir de férias), o primeiro jantar (que até tinha guardanapos de pano segundo o meu cunhado), escapar a meio de um casamento e visitar o museu militar (só os homens),
a queda depois de preparar o temporizador para o retrato de família.
Hoje é o aniversário da sua morte, mas ele vive em muitos de nós.
"Nós somos o que fazemos repetidamente, a excelência não é um feito, e sim, um hábito." (Aristóteles)